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O porquê dessa logomarca?

E com olhos fechados...

Uma das perguntas que mais ouvi depois de apresentar minha nova logomarca foi simples, mas carregada de significado:

“Por que o olho está fechado?”

A nova identidade traz uma silhueta minha — careca, com barba — representando não apenas quem eu sou, mas também uma parte daquilo que acredito sobre a fotografia.

E o olho fechado não está ali por acaso.

Antes de ver, é preciso sentir

Poucas vezes na vida — talvez nunca — paramos para perceber que o mundo externo não é exatamente igual para todos nós.

Cada pessoa enxerga a realidade de uma maneira diferente. Aquilo que vemos passa pelas nossas experiências, memórias, sentimentos, referências e pela maneira como interpretamos o mundo.

De certa forma, o mundo que enxergamos também é uma extensão daquilo que carregamos por dentro.

E é justamente aí que entra a minha maneira de fotografar.

Para mim, a arte e a fotografia não começam nos olhos.

Começam nos sentidos.

Antes de procurar uma composição perfeita, eu procuro sentir aquilo que está acontecendo.

Antes de pensar em uma fotografia bonita, penso na história que aquela imagem precisa contar.

Antes de apertar o botão, existe uma percepção.

Um sentimento.

Uma conexão.

Uma intenção.

Então, por que o olho fechado?

Porque fechar os olhos, nesse contexto, não significa deixar de enxergar.

Significa enxergar de outra maneira.

É permitir que a criatividade fale mais alto.

É aguçar a sensibilidade.

É perceber aquilo que nem sempre está visível.

Um olhar, por exemplo, pode dizer muito. Mas uma fotografia verdadeiramente marcante pode revelar algo que vai além do olhar.

Pode transmitir uma emoção.

Pode trazer uma lembrança.

Pode fazer alguém voltar para um momento que já passou.

Pode fazer uma pessoa sentir novamente aquilo que sentiu naquele instante.

E é isso que procuro quando fotografo.

Não quero apenas registrar o que está diante da câmera. Quero registrar o que existe por trás daquilo.

Uma fotografia que fala

Ao longo da minha trajetória, fotografando casamentos, gestantes, casais, retratos profissionais e tantos outros momentos, fui entendendo que uma boa fotografia não precisa apenas ser bonita.

Ela precisa comunicar.

Precisa ter verdade.

Precisa ter sentimento.

Precisa, de alguma maneira, fazer quem olha para ela sentir alguma coisa.

É por isso que acredito que existem fotografias que são muito mais do que fotografias.

São histórias congeladas no tempo.

São sentimentos que ganham forma.

São pequenos pedaços da vida que conseguimos guardar.

Um retrato pode falar mais do que mil palavras quando existe emoção por trás dele.

O símbolo de uma forma de enxergar

Por isso, quando alguém olha para minha nova logomarca e pergunta sobre o olho fechado, eu vejo nessa pergunta uma oportunidade de explicar um pouco mais sobre aquilo que existe por trás do meu trabalho.

A silhueta representa quem eu sou.

O olhar fechado representa como eu escolho enxergar.

É uma lembrança constante de que nem tudo precisa ser visto para ser percebido.

Que a sensibilidade também fotografa.

Que a criatividade também enxerga.

E que, muitas vezes, quando fechamos os olhos para aquilo que está ao nosso redor, conseguimos abrir espaço para perceber aquilo que está dentro de nós.

Fotografar, para mim, é isso.

É fechar os olhos por um instante...

...para enxergar a história com muito mais profundidade.

E quando finalmente abro os olhos e aperto o botão, espero que aquela fotografia consiga fazer quem a vê sentir aquilo que um dia eu senti ao registrá-la.